05 de Dezembro de 2019 - 17h:06

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Empresa do RS é a primeira do país a aderir a recuperação digital

Ferramenta tem objetivo de tornar o processo da recuperação empresarial mais rápido, transparente e com custos menores

Por: ASSESSORIA DE IMPRENSA GRUPO ERS

O sucesso dos negócios do agro depende, em grande parte, de fatores climáticos. Além disso, variações cambiais atingem diretamente o setor. É o que acontece com o Grupo Magalhães, que com dívidas de mais de R$ 21 milhões se antecipa ao pedido de recuperação judicial e começa a negociar com seus credores na plataforma da recuperação digital. O Grupo, do Rio Grande do Sul, é um dos primeiros do Brasil, a realizar recuperação digital no ambiente online.

 

A empresa entendeu que este procedimento é mais vantajoso, neste momento, do que entrar com o pedido de recuperação judicial na esfera jurídica. De acordo com o advogado Euclides Ribeiro, da ERS Consultoria e Advocacia, na recuperação digital é realizada uma análise da saúde financeira da empresa. Há análises do modelo econômico/financeiro, suas possibilidades de pagamentos e as condições em que opera, e só depois é feita a aproximação com seus credores.

 

“Dessa forma, é possível fazer uma renegociação direta com credores em novas condições. Dependendo dos rumos dessas negociações a ideia é fazer um acordo extrajudicial, isso dá celeridade ao processo da recuperação. Uma vez fechado, o acordo é então encaminhado para que seja formalizado o pedido da recuperação extrajudicial”, explica.

 

Existem algumas condições que diferem a recuperação judicial da recuperação extrajudicial, ou digital, principalmente no que tange a classe dos credores. Além disso, como a negociação é direta com os credores, não é necessária a participação de nenhum agente administrador judicial.

 

“Com o auxílio da plataforma da recuperação digital os processos são mais rápidos, transparentes e com custos menores. A ferramenta da recuperação digital permite a formulação de um acordo extrajudicial, pois existe uma negociação prévia com os credores, antes de se formalizar o pedido de recuperação judicial”, destaca Ribeiro.

 

Recuperação Digital - Com foco na eficiência e agilidade que a internet oferece hoje foi criada a Plataforma de Recuperação Judicial Digital. A ferramenta foi construída para agilizar o processo de recuperação Judicial e a negociação entre empresas e credores.

 

Este ambiente on line que compõe a "Recuperação Digital", possibilita negociações feitas com mais clareza, velocidade e transparência. Os credores podem negociar e investidores podem participar dessa recuperação no ambiente online.

 

A Plataforma oferece, com segurança, um caminho para que empresas, credores e investidores cheguem a um acordo. As informações são disponibilizadas na Plataforma Digital e qualquer pessoa pode analisar o crédito listado e oferecer um valor por ele. Os pontos a considerar são a qualidade do devedor, dos consultores, do histórico e do próprio mercado.

 

Advogados, credores, devedores e investidores podem acessar recuperaçãodigital.com.br e negociar seus créditos.

 

Histórico

 

O Grupo Magalhães é formado pelos empresários rurais de Bagé, no Rio Grande do Sul. Na década de 90, se mudaram para a cidade de Santana do Livramento, onde se tornaram proprietários da Estância Artigas.

 

Na década de 90, passaram a arrendar terras nos municípios de em Quaraí, Dom Pedrito e Pedras Altas, com o objetivo de aumentar o rebanho. Com isso, o grupo chegou a possuir rebanho com 6.500 cabeças de bovinos e mais de 20 mil cabeças de ovinos. Chegaram ainda a arrendar cerca de 2.800 hectares, no município de Pedras Altas/RS.

 

Os momentos difíceis começaram em 2014, quando o critério de concessão de financiamentos ao produtor rural sofreu alterações na matriz do crédito. Ainda durante os anos de 2015, 2016 os municípios de Santana do Livramento, Dom Pedrito e Quaraí, onde os empresários desenvolvem suas atividades, foram atingidos por inúmeras enchentes, inclusive com Decretos de Emergência, publicados pelas Prefeituras, prejudicando demasiadamente a produção.

 

Já em 2017, a operação Carne Fraca, causou ainda mais prejuízos. Houve um desmoronamento de preços dos semoventes em geral, onde o quilo do boi vivo passou de R$ 6,20 para R$ 4,70, o que acarretou prejuízos milionários diretos e imediatos.

 

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