01 de Agosto de 2019 - 14h:44

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Bovespa sobe mais de 2% após cortes de juros nos EUA e no Brasil

Na véspera, a bolsa encerrou o pregão em queda de 1,09%, a 101.812 pontos.

Por: G1

O principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo, a B3, opera em alta nesta quinta-feira (31), após as decisões sobre as taxas de juros nos Estados Unidos e no Brasil, na véspera.

 

Às 14h04, o Ibovespa tinha alta de 2,16%, a 104.401 pontos.

 

Na véspera, a bolsa encerrou o pregão em queda de 1,09%, a 101.812 pontos.

 

Perto das 14h, as ações da Vale lideravam as quedas dentro do Ibovespa, com recuo de cerca de 1%. Na véspera, a mineradora divulgou prejuízo de R$ 384 milhões no segundo trimestre, resultado ainda influenciado pelo rompimento da barragem de Brumadinho, em janeiro.

 

JBS disparava mais de 8%, liderando as altas, tendo como pano de fundo o resultado melhor do que o esperado de sua subsidiária Pilgrim's Pride, nos Estados Unidos, que divulgou balanço na véspera.

 

Via Varejo e Magazine Luiza subiam mais de 8% e 5%, em meio a expectativas de melhora no consumo, tanto via estímulos, com a liberação de saques do FGTS, quanto pelo menor custo do dinheiro graças à redução dos juros.
As ações da Petrobras também subiam.

 

Cortes de juros

 

Na tarde de quarta-feira, o Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos, cortou a taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual, para um intervalo entre 2% e 2,25%, no primeiro corte desde 2008.

 

No final da tarde, o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC brasileiro fez movimento semelhante, cortando os juros de 6,5% para 6% – a menor taxa em 33 anos. A autoridade monetária indicou que o afrouxamento poderá continuar, diante da fraqueza econômica, inflação bem comportada, melhora no ambiente externo e avanço da reforma da Previdência.

 

Estrategistas da XP Investimentos pontuam que juros mais baixos contribuem para uma visão positiva para a bolsa, já que encorajam investidores a buscar retornos melhores e também ajudam a melhorar lucros das empresas, em função de despesas financeiras menores.
"Todas as empresas, em maior ou menor grau, se beneficiam da queda do juros", afirmaram em relatório, citando que os primeiros claros beneficiários são empresas do setor de consumo, como varejo, construtoras e locadoras de carros.

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