06 de Agosto de 2019 - 17h:15

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Bovespa fecha em alta de mais de 2%, após alívio sobre guerra comercial

No último pregão, o Ibovespa fechou em queda de 2,51%, aos 100.097 pontos.

Por: G1

O principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo, a B3, fechou em alta nesta terça-feira (6), recuperando-se parcialmente da queda da véspera, sustentado pela trégua nas tensões entre Estados Unidos e China.

 

O Ibovespa encerrou o pregão em alta de 2,06%, a 102.163 pontos. 

 

No dia anterior, a bolsa fechou em queda de 2,51%, aos 100.097 pontos, acompanhando a maior parte dos mercados mundiais que reagiram à desvalorização do iuan, que rompeu a marca de 7 por dólar pela primeira vez na década.

 

Na parcial do mês, o Ibovespa tem queda de 1,68%. No ano, ainda acumula alta de 13,89%.

 

Segundo a Reuters, a forte realização na véspera abriu espaço para compras nesta terça. "Os indicadores do mercado, devido a todo o stress de ontem, ficaram novamente interessantes", destacou a equipe do BTG Pactual, em nota a clientes divulgada pela equipe da área de gestão de recursos.

 

No exterior, apesar do alívio nos pregões, a Guide Investimentos destacou que as tensões permanecem, chamando a atenção para a decisão dos Estados Unidos de classificar a China como 'manipulador cambial', após Pequim deixar o iuan desvalorizar para uma mínima em mais de dez anos.

 

"Até ter uma solução estrutural à vista, o mercado deve continuar se ajustando ao horizonte de riscos trazidos por um conflito prolongado", afirmou a Guide em nota a clientes.

 

Iuan se estabiliza após atuação do BC da China
Nesta terça, as perdas do iuan se estabilizaram depois que autoridades chinesas adotaram medidas para conter a queda da moeda em relação ao dólar, sinalizando um alívio nas tensões comerciais com os EUA.

 

O Banco Central da China agiu para estabilizar o iuan com uma fixação mais forte do que o esperado e venda de títulos, para sinalizar que as autoridades desejam conter as perdas, elevando o iuan quase 0,5% contra o dólar, destaca a Reuters.

 

Os ganhos vieram depois que o banco central fixou o ponto médio do iuan, que determina o ponto em torno do qual a moeda pode ser negociada, em 6,9683 por dólar, acima das expectativas do mercado.

 

A estabilização do iuan ajudou os principais índices acionários a reduzir parte das perdas no dia, mas ainda assim os mercados terminaram no vermelho.

 

Na segunda-feira, o secretário do Tesouro norte-americano, Steven Mnuchin disse que o governo dos Estados Unidos estabeleceu que a China está manipulando o câmbio e vai trabalhar com o Fundo Monetário Internacional (FMI) para eliminar competição injusta de Pequim.

 

Em resposta, a China anunciou que empresas do país suspenderam a compra de produtos agrícolas dos Estados Unidos e rebateu as acusações de manipulação cambial. O Banco Central do país disse que a decisão do governo Trump de classificar o país como manipulador cambial vai "prejudicar seriamente a ordem financeira internacional e provocar caos nos mercados financeiros".

 

Estrangeiros tiram R$ 1,55 bi da bolsa em 2 dias

 

Os investidores estrangeiros retiraram R$ 1,55 bilhão da bolsa de valores nos dois primeiros dias de agosto, resultado de R$ 17,8 bilhões em compras de ações e de R$ 19,3 bilhões em vendas, segundo dados da B3.

 

No acumulado do ano, a posição dos estrangeiros na bolsa está negativa em R$ 12 bilhões, após retirada de R$ 11,5 bilhões no ano passado.

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