11 de Junho de 2018 - 13h:20

Tamanho do texto A - A+

BNDES negocia cronograma de devolução antecipada de empréstimos ao Tesouro, diz Dyogo Oliveira

Segundo ele, cronograma atual prevê pagamentos do BNDES ao Tesouro Nacional até 2060. Entretanto, prazo está sendo rediscutido e prazo pode ser até 15 anos menor.

Por: Alexandro Martello, G1

 

O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Dyogo Oliveira, afirmou nesta segunda-feira (11) que a instituição está negociando com o Tesouro Nacional uma antecipação do cronograma de devolução de empréstimos feitos no passado.

 

Em 2016, o Tesouro recebeu R$ 100 bilhões de devolução de empréstimos do BNDES e, no ano passado, outros R$ 50 bilhões retornaram aos cofres públicos. Em março deste ano, mais R$ 30 bilhões foram devolvidos e há previsão de um novo pagamento de R$ 100 bilhões até o fim de 2018.

 

A devolução de recursos, neste ano, ajudará o governo a tentar cumprir a regra de ouro - que impede a emissão de títulos da dívida pública para financiar gastos correntes (como pagamento de salário de servidores, ou despesas do dia a dia dos ministérios). Esses valores podem ser usados apenas para redução da dívida pública, de modo que não implicam em novos gastos.

 

"Ao final desse pagamento de R$ 100 bilhões [que faltam para 2018], teremos R$ 250 bilhões ainda que tinha um prazo até 2060 para devolver. Estamos negociando com o Tesouro para reduzir esse prazo de maneira bastante considerável", disse o presidente do BNDES.

 

Segundo Oliveira, a maior parte dos pagamentos que ainda restavam (R$ 250 bilhões) se concentrava nos últimos cinco anos, ou seja, de 2055 em diante. "A gente está acertando um processo mais linear de devolução e encurtando o prazo pelo menos em um número de anos que seja significativo. Acho que a gente deve reduzir de 10 a 15 anos", acrescentou.

 

Ele informou que não será possível, porém, repetir os valores de devolução de 2018, de R$ 130 bilhões, no ano que vem. "Para 2019, ainda está sendo discutido, dentro do cronograma. 2018 é muito alto, é um valor que foi feito um esforço do banco para colaborar com o Tesouro", explicou.

VOLTAR IMPRIMIR