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Bovespa opera em baixa de olho na Petrobras, que recua

Na quarta-feira, principal índice da bolsa subiu 0,38%, a 115.667 pontos.

G1

A bolsa de valores brasileira, a B3, opera em baixa nesta quinta-feira (25), com os investidores avaliando o cenário político e fiscal, e de olho nos resultados da Petrobras, divulgados na noite de quarta - a petroleira registrou lucro recorde no 4º trimestre de 2020.

 

Às 14h09, o Ibovespa caía 1,04%, a 114.463 pontos.

 

Perto do mesmo horário, as ações ordinárias da Petrobras (PETR3) tinham queda de 1,43%, enquanto as preferenciais (PETR4) caíam 1,48%.

 

Na quarta-feira, a bolsa fechou em alta de 0,38%, a 115.667 pontos. Na parcial do mês, a bolsa passou a acumular alta de 0,48%. No ano, porém, tem queda de 2,85%.

 

Cenário

 

Depois de diversos dias de turbulência após a interferência do presidente Jair Bolsonaro na Petrobras - que indicou o general Silva e Luna para presidir a estatal em substituição a Roberto Castello Branco - a petroleira divulgou, na noite de quarta-feira, uma queda de 82% no lucro líquido de 2020. O resultado do quarto trimestre do ano, no entanto, surpreendeu positivamente: foi o maior da história das empresas abertas no Brasil.

 

Também na noite desta quarta-feira, Bolsonaro entregou ao Congresso Nacional o projeto de lei que abre caminho para a privatização dos Correios. Na terça-feira, já tinha sido entregue aos parlamentares uma medida provisória que busca acelerar o processo de privatização da Eletrobras.

 

Os projetos são vistos como uma forma de mostrar apoio à agenda liberal do ministro da Economia, Paulo Guedes, após as turbulências ocorridas com a troca do comando da Petrobras.

 

"A privatização da Eletrobras já é objeto do Projeto de Lei 5877/19 que está na Câmara. Já foi tratada na MP 814 durante o governo Temer, tendo caducado. Resta saber se a MP 31 terá sorte diferente, realmente abrindo o caminho para privatização", avaliou a equipe da GO Associados, em relatório a clientes.
Na agenda de indicadores, a FGV mostrou nesta quinta que o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) ficou em 2,53% em fevereiro, após avançar 2,58% em janeiro. Com o resultado, acumula alta de 5,17% no ano e de 28,94% em 12 meses.

 

Entre os analistas, tem crescido o receio de uma inflação acima do centro da meta do governo em 2021 e a aposta de aumento da taxa básica de juros já na próxima reunião do Copom, agendada para 17 de março.

 

Cenário político e econômico

 

O presidente Jair Bolsonaro entregou na véspera uma medida provisória que busca acelerar a privatização da Eletrobras, numa tentativa de reverter a imagem de que a agenda de privatizações do governo está parada e após sua decisão de trocar o comando da Petrobras ter alimentado receios de uma guinada do governo a uma direção mais populista e mais distante da agenda liberal defendida pelo ministro da Economia, Paulo Guedes.

 

As ações preferenciais da Eletrobras fecharam em alta de 10,8% na terça-feira, embaladas pela entrega da MP.

 

No Congresso, seguem as discussões sobre a PEC Emergencial, que abre caminho para mais uma rodada do Auxílio Emergencial e cria medidas de ajuste nas contas públicas.

 

Na agenda de indicadores, o IBGE divulgou que o IPCA-15, que é uma prévia da inflação oficial do país, desacelerou para 0,48% em fevereiro. Em 12 meses, acumula alta de 4,57%, acima da meta central do governo para a inflação em 2021, que é de 3,75%.

 

Já a Fundação Getulio Vargas mostrou que a confiança do consumidor subiu em fevereiro após quatro meses de queda consecutivas.

 

Entre os analistas, cresce a aposta de aumento da taxa básica de juros já na próxima reunião do Copom, agendada para 17 de março. "O Banco Central só não aumentará a Selic no mês que vem caso persista a indefinição sobre a extensão do auxílio emergencial", avaliou em relatório a LCA Consultores.

 


Fonte: ERS Consultoria & Advocacia

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