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Setor de transportes em Mato Grosso é afetado pela crise

As empresas de grande porte precisam de um advogado para entrar com o processo na Justiça e planejar a reestruturação a ser apresentada em 60 dias. Já os micros e pequenos empresários não precisam apresentar projeto.

Por A Gazeta

 

O especialista e diretor da Direto Contabilidade, Gestão e Consultoria, Silvinei Toffanin observa que a RJ abrange desde microempresas até multinacionais, sendo que diferença está no processo para andamento. As empresas de grande porte precisam de um advogado para entrar com o processo na Justiça e planejar a reestruturação a ser apresentada em 60 dias. Já os micros e pequenos empresários não precisam apresentar projeto.

 

Para este segmento, a lei permite o pagamento do débito da empresa em 36 parcelas mensais consecutivas, com carência de 80 dias. Em Mato Grosso, as empresas do segmento de transporte, afetado diretamente com aumento dos combustíveis e corte de financiamentos, tem aderido ao resguardo da lei para tentar se reerguer financeiramente, relata o advogado especialista em recuperação judicial, Euclides Ribeiro Junior, do grupo ERS Advocacia. 

 

‘Temos no nosso escritório 15 empresas que atuam no ramo de transportes e que entraram em RJ. Destas, 7 empresas pediram recuperação judicial no ano de 2015’. O passivo destas empresas, em geral, gira em torno de R$ 25 milhões a R$ 35 milhões. Segundo o Ribeiro, a abundante liberação de crédito em condições muito atrativas para aquisição de caminhões levou à alta demanda. 

 

Com isso, além da ampliação da frota das transportadoras, também cresceu a presença de profissionais autônomos no segmento de transporte. ‘O resultado dessa intervenção governamental em um mercado que estava razoavelmente equilibrado fez com que o Brasil tenha hoje quase 30% da sua frota de caminhões ociosos. 

 

Com isso, as grandes multinacionais e mesmo indústrias nacionais contratantes de transportes baixaram os preços ofertados no frete em mais de 30%, criando assim a maior crise que o setor de transportes já vivenciou na história do Brasil’, explicou. Outro agravante a este cenário é a crise econômica 2014/2015, que fez com que a economia do Brasil entrasse em brutal recessão. 

 

A maioria dos clientes das transportadoras começou a aumentar o prazo de pagamento de 30 para 60, 90 e até 120 dias. Sem recursos, foram forçadas a buscar mais dinheiro caro no mercado financeiro para operar. Para o advogado, a crise do segmento de transporte não deve demorar a afetar a atividade agrícola no Estado. 

 

‘O transporte rodoviário representa uma larga parcela de gestão do setor produtivo, razão pela qual, considerando que as transportadoras vêm enfrentando o pior momento econômico da história. Sendo assim o setor produtivo deverá aumentar seu custo’, apontou. 

 

Entre as empresas que pediram recuperação estão as transportadoras Expresso Flecha de Prata, RDL Transportes, Grupo 3 Américas, Transportadora Novo Futuro e Transabino. Algumas atuam em Mato Grosso como a RDL e a Nova Futuro e outras têm filiais no Estado.


Fonte: ERS Consultoria & Advocacia

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